O garoto esperava ansioso, a entrevista dele ia começar em poucos minutos. Ele olhava o celular, sacudia as pernas, estava trêmulo, não tinha se preparado para a ocasião. Preguiçoso que era e boêmio, tinha tomado pitu na noite passada e relaxado dia e tarde. Grito daqui, grito dali, nada o mudava, nada o tirava de sua alma despreocupada. Por motivo de certos apertos amorosos e vontade de dinheiro, uma surpresa, o rapaz arranjou uma oportunidade, mas mesmo assim, antes do importante dia só foi descanso e farra.
Chegou o momento! O coração do rapaz pulava; era interessante, ele nunca imaginou ficar tão preocupado com alguma coisa. O entrevistador começou com as perguntas triviais, nome, idade, depois motivo de sua procura, qualidades, etc. Enfim, chegou a vez do teste prático. Sua cabeça doía de ressaca, e ressaca escondida, o que aparenta aumentar a dor. E com a dor ele terminou o teste, e com mais dor ainda, viu que não tinha sido aprovado, e com a mesma, no caminho de casa, jogou-se da ponte. Por sorte foi salvo; pescadores que trabalhavam por lá viram o momento do pulo.
No caminho de casa, pensou como seria falar sobre o teste com sua mãe, faxineira, bem pobrezinha. E mais ainda e curiosamente, com o pai. Um pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo.............................