28 de março de 2011

A Sensação Triunfante

Chega ao momento de fazer
Valer o dia,
Fazê-lo diferente,
Trazer um gostinho novo.

O clima mais frio, a roupa diferente.
Os gatos mais bonitos, as senhoras engraçadas,
Os brilhos da cidade dentro da mente.

A procura parece funcionar como uma
Imensa sinfonia, só que em desordem;
cada instrumento,
Com seu papel,
Procurando a melhor
Das músicas.

Uma idéia que vem de repente,
E aquece seu corpo de empolgação
É uma das melhores coisas
E uma das que mais lhe tiram
Da frieza, do dia a dia.

Quando está com o amor,
Isso se torna ainda mais fantástico.

Sentir a felicidade chegar,
Sentir algo marcante nascer dentro da alma,
Perceber uma nova sensação
É uma sensação triunfante
triunfante
Pode superar todas as distâncias da galáxia.

O Mar Sombrio

O poeta morreu hoje.

Que pena; tão jovem.

O rapaz ainda respira,

Mas o corpo todo está afogado em culpa.

E o mar da culpa

É o mais difícil de submergir.


Os seus próximos anos

Podem passar agora

Sem sentido e sem nada.


Se ele não conseguir ver o céu,

Vai continuar se afogando

Até o seu último dia.


Mas se vir,

Se ultrapassar a morte,

Vai perceber que querendo ou não;

As chances de retorno à terra firme

É um direito que não se perde.

24 de março de 2011

Jogo No Jogo

Uma bolinha delizou e caiu num buraco,
E surpreendentemente tinha um caminho dentro dele;
Passou de um caninho aos braços de um boneco fraco,
Que deixou cair. E no momento aquele
Menino da bolinha, percebeu o mundo intrigante
Que funcionava debaixo do chão.
E seu coração, logo ficou gigante.

A mente dorme cansada

Quando o dia acaba mal,
O resto não presta.
Só fica aquele gosto incômodo na boca,
Aquele com que você vai ter que dormir.

Quando o dia acaba mal,
A mente procura os momentos bons,
Os pequenos brilhos, as partículas de felicidade;
Mas parece haver um vento negro
Que passa rápido, escondendo as nossas descobertas.

Me desculpem os positivos,
Os que fazem ioga e que sempre dormem com a cabeça tranquila.
Mas quando o dia termina escuro,
A mente dorme cansada.

11 de março de 2011

Andar Torto

Não consigo traçar uma linha reta,
Como também não consigo juntar duas linhas.

Minhas palavras não vão reto.
Meus traços ficam curvos,
Minhas criações ficam monstruosas;
Formas além da imaginação,
Formas mais que abstratas,
E não se junta dinossauros
Com cremes femininos para pele.

Talvez em charges.

Viva a caichoeira! O jogo e a dança!
Viva ao entremeado de incertezas!

Momento De Queda

Às vezes levo-me a pensar
Que a cada dia,
Por entre ondas brilhosas
E túneis vermelhos de um sonho,
Este sonho,
Se torna mais verdadeiro que um outro,
Que eu desejo realizar na vida.

2 de março de 2011

O desastre que não aconteceu

O chão que se abre
Não derrubará os idosos.

Os postes que caem,
Não deixarão sem luz o povo.

Uma flor sorridente
Acordou com mais perfume hoje.

Na calçada a gente apressada
Deitou pra descansar.

Ho! A chuva torrencial
Chegou leve aos nossos corpos.

Estamos protegidos,
Estamos confiantes,
Eu estou confiante.

Uma liga de braços bem unidos
Podem evitar catástrofes.

Pelo Tubo

Pedi o elevador,
não aguentei esperar,
mergulhei num buraco
Que não sabia aonde iria me levar.

Circular, reto, em forma de pirâmide;
Ele mudava do início ao fim.
Muitas vezes era escuro
E outras, chegava a machucar meus olhos com um brilho colorido.

Só sei que nunca iria esperar o elevador;
Sempre fui controlado por fora,
Mas sempre desci pelo tubo
Aqui dentro.