O poeta morreu hoje.
Que pena; tão jovem.
O rapaz ainda respira,
Mas o corpo todo está afogado em culpa.
E o mar da culpa
É o mais difícil de submergir.
Os seus próximos anos
Podem passar agora
Sem sentido e sem nada.
Se ele não conseguir ver o céu,
Vai continuar se afogando
Até o seu último dia.
Mas se vir,
Se ultrapassar a morte,
Vai perceber que querendo ou não;
As chances de retorno à terra firme
É um direito que não se perde.
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