28 de março de 2011

O Mar Sombrio

O poeta morreu hoje.

Que pena; tão jovem.

O rapaz ainda respira,

Mas o corpo todo está afogado em culpa.

E o mar da culpa

É o mais difícil de submergir.


Os seus próximos anos

Podem passar agora

Sem sentido e sem nada.


Se ele não conseguir ver o céu,

Vai continuar se afogando

Até o seu último dia.


Mas se vir,

Se ultrapassar a morte,

Vai perceber que querendo ou não;

As chances de retorno à terra firme

É um direito que não se perde.

Nenhum comentário:

Postar um comentário