20 de dezembro de 2011

O Que Sou

Nunca fui o centro das atenções,
Eu fui o que marcou as vidas por motivos diversos.

Eu não sou a luz do sol,
Eu sou a luz das estrelas e da lua, na noite imensa.

Eu não sou a explosão,
Eu sou a anti-bomba atômica.

Não sou o malandro,
Sou o honesto misterioso.

Não sou o magnífico,
Sou a beleza de uma lágrima de felicidade.

Eu sou aquele que só os curiosos conseguem ver direito.

13 de dezembro de 2011

Até.....

Eu iria até o planeta mais frio,
Eu iria até o inferno e abaixo dele,
Passaria pelos momentos mais insuportáveis,
Pelas problemáticas das problemáticas,
Pelo fogo que desmancha o mundo;
Eu iria para perto da boca do tubarão
E até dentro dela,
Eu iria para a a grande queda.

Com você, eu passaria por tudo isso com a cabeça erguida,
E ainda seria só o começo.

7 de dezembro de 2011

O Carrancudo E O Palhaço

Lá se vai de cabeça baixa.
Ele prefere usar a força que tem para olhar para baixo,
Porque pensa que se colocar para cima,
A força será destruída e o chão será ainda mais sua realidade.

O chão é firme,
Não mais suas vontades.
Mas, por quê ele está triste?
Não há queda sem motivo.

Lá se vai pulando.
O circo é sua casa,
Seus sorrisos são suas palavras,
E lhe dá com seus erros como se fosse um papel ensaiado.

Ele é feliz
E o circo é sua casa,
Mas o circo é sua casa
E sua casa é apenas o circo.

A verdade é que,
A verdade escondida no carrancudo
É que ele também é um palhaço.
Parece não querer admiti-lo
Ou escondê-lo dentro dos mais secretos esconderijos,
Mas o fato é que ele é um palhaço triste.

Ele tem piadas para contar,
Só que a alma ficou pesada.
Ele olha lá fora,
Olha o cenário estático
O pensamento estático
com programas e seriados estaticamente planejados
A desigualdade ainda bastante estática
Correndo por fora das redes e aparelhos virtuais.

O palhaço triste mesmo quando não está encenando,
Chama atenção, e nesse momento, fica ainda mais surpreendente.
É o momento em que a gargalhada vira silêncio.

Mas vejam só,
O outro palhaço chega.
Os dois precisam se encontrar,
Senão o espetáculo é incompleto.

Eis o melhor momento...

Os dois se abraçam.

21 de novembro de 2011

Floresta e Mecânica

As plantas entraram no carro,
Envolveram o volante e prenderam um pouco o acelerador.

Não arranque todas elas!
Deve ter uma ferramenta que nos ajude.

Também não precisamos ser tão delicados,
Temos que andar não?
Temos que chegar, estou ansioso para seguir em frente.

Mas haa, elas são tão belas e cheias de vida.

Eu cuido e você dirige,
Depois podemos trocar.
Eu sei que veremos depois
Como nosso caminho será recompensador.

7 de novembro de 2011

Gelo Em Dias Quentes

O frio no calor,
O amor no frio,
Vidas no gelo,
Gelo em dias quentes.
Sol só em algumas partes;
A neve chegou nos corpos
E os dias quentes
Não ajudam muito.

Vamos sair esta noite,
Quero sentir
O verdadeiro calor que nos envolve.

3 de novembro de 2011

O Talismã

O talismã que chegou na casa
Vai criar amor ou ódio,
Tristeza ou alegria.

Este objeto novo
Vai tomar conta
De toda sua cabeça.

Seja bom ou ruim,
Vai ficar grudado ao corpo.

Seja um novo amor
Ou uma nova receita de cozinha.

7 de outubro de 2011

Mulheres Que Dão De Primeira

Mulheres que arrancaram a palavra "puta" do dicionário,
Mulheres que dão de primeira;
De poucos segredos,
Porque todos têm segredos;
De poucas malícias,
Porque todos têm malícias;
Mulheres de voz,
De intelecto,
Mulheres que são grandes pessoas
Que ficam no sol,
Que ficam no claro,
Mulheres tímidas que assim são sem ter como motivo o pudor,
Mulheres das mais esparrentas sem querer ser o inverso das tímidas,
Que querem se impor,
Mulheres interessantes;
Essas que merecem Literatura.

27 de setembro de 2011

Acuda!

A queda da criança provocou o choro dela,
Provocou o super dengo e cuidado das mulheres em volta;
Como não parou, começou a carreira dos homens e mulheres que não eram da família;
As babás profissionais foram acionadas,
Os professores foram de olhos bem abertos para o local;
Os bombeiros foram acionados,
Os policiais tomaram posição
E outros diversos especialistas saíram ao encontro da pequena como se fosse
Um dos trabalhos mais sérios de suas vidas.
Um pensamento era comum em todos eles

"Não se deixa criança chorando".

26 de setembro de 2011

Fios

Antes eu era um, dois, três por vez.
Agora, sou bilhões e mais uns tantos.
Estamos juntos mesmo sem querer,
Estamos com os braços colados,
Seja pela carne ou por informações.
Não quero minha carne virando números,
Mas quero meus sentidos expandidos.

Certas transformações nos afetam no íntimo mais fundo
e não adianta nos enganarmos.

Tenho sede de me compartilhar,
Sede de tornar-me parte, parte do monumento virtual.
Mas antes de mostrar o que eu fiz,
Quero mostrar quem sou.

13 de setembro de 2011

O Barco

O barco chegou por ondas grandes
E transformou as minhas em ondas carinhosas,

Boas de lavar os pés.



O barco devolveu a energia de casa,

Retirando o resto do escuro

Que ainda havia dentro de mim.



Chegou invencível.

Me levantou cedo e já bem acordado,

O que não acontecia nunca.



Ele trouxe as estrelas mais para perto,

Para eu ter uma noite mais bonita

E dormir melhor.



O que vinha no barco?





Você.............



Amor.



4 de setembro de 2011

Reunião De Qualquer Hora

Eu viro as páginas
E o enredo segue dentro de mim.

Não sei se viro para ler
Ou para mostrar do que sou feito, o que me compõe,
Minhas vontades.

Apenas sei que leitura não é leitura completa, se ela acaba nela mesma.
Para se tornar leitura, precisa ser repassada. Principalmente para os de menos acesso.

Acendam os postes, a reunião já vai começar.

1 de setembro de 2011

Um Brinde Às Empregadas Domésticas (diaristas)

Uma delas foi quase uma irmã, outras, no mínimo, foram essenciais quando eu era mais jovem. Não fale mal de empregada ou diarista na minha frente, profissão que ainda é a mais ocupada (baseado em dados desse ano) pelas mulheres do Brasil. Sempre foi natural eu ouvir coisas como "parece uma empregada", ou "roupa de empregada" ou "o negócio é comer empregada" acompanhadas de brincadeiras sutilmente relacionadas ao machismo. Como se, se houvessem empregados, com 20, 35, 40 ou 50 anos ou mais; não iriam transar com garotas de 15, 16, 17, 20 anos que desse em cima deles. "Ladra", quando a pessoa não consegue achar alguma coisa, "incompetente"quando quer fazer a diarista de escrava. Ao contrário desses pensamentos, eu faço um brinde à todas as empregadas deste país, pessoas comuns, coerentes à situação que vivem; pessoas maliciosas e boas, nervosas e generosas. Eu faço um grande brinde.
Um parabéns pelas conquistas nos direitos trabalhistas... às próprias, e àqueles que propiciaram isso. Eu fico contente em ver que essas mulheres estão sendo mais valorizadas. Ora; limpa cueca, faz comida, limpa calcinha, varre a casa, encontra objetos perdidos, cuida da criança e tantas outras coisas; ela nos ouve. Agora, bêbamos!

25 de agosto de 2011

A Entrevista Do Rapaz

O garoto esperava ansioso, a entrevista dele ia começar em poucos minutos. Ele olhava o celular, sacudia as pernas, estava trêmulo, não tinha se preparado para a ocasião. Preguiçoso que era e boêmio, tinha tomado pitu na noite passada e relaxado dia e tarde. Grito daqui, grito dali, nada o mudava, nada o tirava de sua alma despreocupada. Por motivo de certos apertos amorosos e vontade de dinheiro, uma surpresa, o rapaz arranjou uma oportunidade, mas mesmo assim, antes do importante dia só foi descanso e farra.
Chegou o momento! O coração do rapaz pulava; era interessante, ele nunca imaginou ficar tão preocupado com alguma coisa. O entrevistador começou com as perguntas triviais, nome, idade, depois motivo de sua procura, qualidades, etc. Enfim, chegou a vez do teste prático. Sua cabeça doía de ressaca, e ressaca escondida, o que aparenta aumentar a dor. E com a dor ele terminou o teste, e com mais dor ainda, viu que não tinha sido aprovado, e com a mesma, no caminho de casa, jogou-se da ponte. Por sorte foi salvo; pescadores que trabalhavam por lá viram o momento do pulo.
No caminho de casa, pensou como seria falar sobre o teste com sua mãe, faxineira, bem pobrezinha. E mais ainda e curiosamente, com o pai. Um pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo, que teve outro pai vagabundo.............................

22 de agosto de 2011

Na Hora Certa

Esse é o grande momento,
Não é o único,
Não é o último...
É o nosso grande momento.

Me manda aquele olhar
Que me faz me sentir bem acordado,
Como se tivesse despertado de um sonho bom.
Eu logo te mando conversas engraçadas,
E talvez até aquela dança
Que você tanto gosta.

Está no ar,
Está na voz das crianças,
Está no toque de tudo o que
Cresce e se desenvolve. Como as frutas, as flores.

É a nossa hora. Você não vê?
Você sorri, mas seu sorriso
Não é completamente sorriso,
Não é expressivo o bastante.

Pode colocar sua alma
Nos lábios.

A grande hora é essa, agorinha mesmo,
Esse instante em que esperamos o ônibus juntos,
No meio de tantos outros.

16 de agosto de 2011

Virtual

Estamos todos conectados; não todos,
A hierarquia nos separa.
Estamos todos próximos; não todos,
As condições nos separam.
Poderíamos modelar um pouco da realidade todo dia;
A conexão poderia ser a maior ferramenta e a mais extraordinária,
Mas certas locomotivas ainda caminham com fumaça, carvão,
E só veem na Ferramenta, suas conquistas.

Estamos juntos.
Nós vemos,
Assistimos,
Percebemos,
Ficamos por dentro
Mas não olhamos além do que nos passam.

12 de agosto de 2011

Em Outra Parte

Eu tenho um céu pra ver,
Você também.
Eu tenho na carteira um pouco de prazer,
Eles também.

Ela tem na carteira um bocado de vaidade
E de imagem.
Nos bolsos daquele senhor
Tem poder e individualismo.

Em outra parte
Estão procurando o céu com os olhos,
Estão procurando o que lhes pertence por direito,
Estão procurando o fruto dos seus trabalhos,
Estão procurando e procurando.


4 de agosto de 2011

Devolução

Evolução.....................
Evoluçã..................
Evolu................
Evol............
Evo......
Ev...
E.

31 de julho de 2011

Gira Sobre A Cabeça

Quando estou com nada pra fazer,
Eu não sei se me divirto
Ou começo um drama.

Parece que o tempo livre
Por si só é perda de tempo.
Eu acho que estou aproveitando,
Mas nestes momentos
Vozes alertam sobre futuro,

Vozes alertam sobre tudo
Que não se relacione com o seu momento livre.
E aquela formiga não para de correr na sua perna,
Aquela mosca não para de girar sobre sua cabeça.

30 de julho de 2011

A Fusão Das Ondas

Um casal se fricciona por um logo tempo
E no final cada um lembra de quando foi ao parque.
O pensamento vai se abrindo como um balão de quadrinhos:
A altura, o balanço, o frio na barriga... nada se perde por completo.
Agora os balões trazem coisas do futuro e também nele
Tanta coisa faz sentido.

As coisas vão se rearrumando sem perde-se no tempo,
Ao contrário, ganhando o tempo.
Coisas lá de trás e lá da fente
Parecem ter fugido dos seus espaços
Inundando o momento presente, fazendo um incrível momento de êxtase,
De satisfação.

E de evolução.

O Indivíduo

Aquele indivíduo representa mais que os livros,
Representa mais do que os gênios e o célebres.
Ele também sabe mais em tudo,
Porque o que não sabe se torna conhecimento e fato.
Tudo isso porque ele é tudo.
Ele é o que gira o globo e move as terras.
Ele é um pedreiro,
Um analfabeto.
Ele é um, é bilhões;
Ele é o povo.

21 de junho de 2011

A Minha Cor

Entre vermelho, amarelo, verde, todas as cores,
A minha é azul.
Com o azul eu vejo o mar,
Eu vejo o céu,
Olho a camisa azul
E me torno esses elementos.
Me transformo na minha cor preferida
E o que está em volta também.
Calça, camisa, você, eles...
Minha emoção é azulada.

25 de maio de 2011

Um Palhaço Natural

Hoje eu sou uma boca aberta,
Com os dentes à mostra e brilho nos olhos.

Hoje eu me levantei com vontade de ser desenhista
Desenhar nos rostos das pessoas.

Acordei para o sorriso,
Para a gargalhada e para o riso.

Não tem volta, não tenho dúvida.
Vou espalhar isso pela cidade.
Se me levantei assim,
Vou aproveitar as cores bonitas que estão no meu peito
E pintar o bom humor em cada chão e parede.

Um palhaço natural,
Sem maquiagem à trabalhar.
Ops, à trabalhar não...
à brincar, à dançar.

E agora eu vou,
Desenhar uns sorrisos nos rostos,
Se eu tiver sorte
Vejo até uma criança quase nua,
Quase não criança na rua, alegre de verdade.

Me sinto feliz e talvez um pouco inocente,
Mas se estou feliz... eu posso fazer rir.

19 de maio de 2011

Me Vença, Que Eu Também Venço.

A corrida começa!
Me ultrapasse, que eu também te ultrapasso;
Me vença, que eu também venço.
Nós ganhamos juntos.
A saliva é a mesma.
Mesmo com nossas vidas individuais,
Aqui dentro já é tudo dividido.
Me dê uma goleada que outra te darei.
Tudo o que fazes bem, mereces palmas.
Prefiro nossas palmas do que o silêncio.

A Semente Iluminada

Uma semente que era ligada a mim,
Que iria virar flor,
Está em estado crítico de queda.

O que foi que eu fiz no final das contas?
Por que esse perigo onde o nascer de uma
Flor das mais bonitas
É drasticamente posto em dúvida?

Eu a colei com carinho
Nos meus dias.
Eu dei nome, dei vida.

Deixarei tudo por conta da luz.

18 de maio de 2011

As Mesas

A mesa de jantar ou a mesa de jogos.
As satisfações e os medos
Permeiam os encontros no objeto sagrado.
Os mais diversos gritos,
As mais diversas lágrimas, saem de reuniões
De família
Ou de amigos
Sentados em cadeiras.

Surpresas nos rostos,
Todos se olhando;
A comida, a luz
Ou fantasmas passados,
Estão servidos.
Agora olham
Para o que já foi posto, e
Cada um vai dando nomes
Com suas próprias almas.

As Lembranças Mais Vivas

Sei que passei sobre rios ferozes,
Muros de concreto e ferro,
Pontes quebradas, perigosas;
Tantas vezes passei, e passei, e de novo e de novo.

Mas também sei que caminhei em tapetes vermelhos,
Nuvens das mais branquinhas,
Ruas coloridas,
Pistas de dança,
túneis mágicos.

Estas lembranças, são as mais vivas e dançantes.

10 de maio de 2011

Movimentos Vários Na Madrugada

Os jovens passam tempos no quarto.
Entram à tarde e saem à noite,
E da rua voltam aos montes.
Da rua voltam ainda mais dispostos,
E a madrugada é toda coberta de desejo.

5 de maio de 2011

A Chuva Incansável

No fundo de mim
Me achei de súbito.
Em um momento instrospectivo
De alegria, raiva, amor, tristeza, desejo;
Me encontrei tão fundo como não fazia a tanto tempo.

A chuva bate forte lá fora,
Deve ser isso...
Tudo está absurdamente molhado lá fora,
Chegando a ter edificações com aspecto
De pessoas derrotadas.

Mas eu não,
Apenas estou pensativo,
Só que de forma mais intensa.

A chuva está la fora
E também dentro de minha casa
E também dentro de meus pensamentos.

Transmissão E Sorrisos

Sua voz ultrapassa muros, ferro e aço
Ao longo de muitos quilômetros.
Atravessa as chuvas mais torrenciais,
O calor mais agoniante
E chega aos meus ouvidos.

Então minha alma quando caída,
Logo dança dentro de mim.
E sorrindo mando a minha voz,
Para atingir também,
O seu eu mais íntimo.

Serei Parte

Eu vou me tornar parte das pontes,
Das casas,
Dos cruzamentos da cidade.

Serei os semáforos,
Os postes,
Os iluminários.

Vou dominar o mecanismo,
As formas,
A raízes desse movimento;

E vou tornar-me indomável,
Veloz
E incompreendido.

29 de abril de 2011

Um Avião Na Cabeça

Espero chegar bem longe,
Espero alcançar os limites do prazer
Atrelado aos olhos curiosos das pessoas.

E com essas pessoas reconhecendo,
Que algo de novo está acontecendo
E que irá acontecer, enquanto
Elas quiserem alcançar novas distâncias.

Serei uma grande massa de ar,
Viverei em uma casa voadora.

Com música eu sigo,
E com vontade a levo,
Em um avião dentro da cabeça,
Viajando como se fosse a luz.

25 de abril de 2011

Quietude E Sentimentos Imensos

Eu sempre falei um pouco estranho,
Também fiquei muito tempo podendo contar quantas vezes
Abria a boca por dia.

Pisei muito nas palavras e ainda piso quando falo.
Tropeço como um louco ou um palhaço, é engraçado,
Sou eu, sou um bocado disso.

Então, quando não encontrares voz vindo de mim,
Quando estiveres procurando conversa e
realmente não encontrares letras saindo
De minha boca...
Olha pro meu rosto; vê todo o meu rosto
Admirando o seu; cada ponto, e logo
Terá de mim todas as respostas.

A Sala Luminosa

Eu vou te dar um abraço bem forte,
Daqueles que prendem a respiração ao mesmo tempo
Que nos fazem respirar toda a alegria em volta.

Faz muitos dias que não nos vimos? Nem tanto.
Mas mesmo assim vou fazer novo e luminoso
Este momento... com esta gente, com estes sorrisos.

Vou fazê-la atriz, vou tornar-me humorista.
Do rei e dos palcos dos becos.
Eles serão tudo o que quiserem,
E serão mais eles do que jamais foram na vida.

Vou te falar, ao ouvido, palavras magníficas.
Para todo mundo, palavras magníficas!
E no ar irão pairar, emoções eternas.

Na Virada Do Dia

Queria que a noite se prolongasse,
Que o tempo relaxasse
E nós, abraçados, descansássemos com ele.

Queria que os passos diminuíssem,
O suor ceçasse
E os milésimos se tornassem horas.

Uma das únicas coisas velozes
Que deveriam haver naquele momento,
Era o meu calor humano, e outra,
A expansão do meu coração próximo a você.

Colo - me a você de forma incoparável;
Pois eu deveria também,
Poder colar os números que passam.

20 de abril de 2011

Do Outro Lado

Tão rápido me chegam mensagens amorosas,
Assim como de felicidade e outras boas novas.

Como um raio chegam problemas de amigos,
Os quais resolvemos com muito mais hablidade.

Pelo centro cibernético passam
As mais importantes conversas
As mais soberbas visões;

Pena que tudo isso
Acaba ficando mais nas fiações
E equipamentos das máquinas,
Do que na carne humana e no peito humano... do outro lado.

6 de abril de 2011

As Gigantes Passagens De Concreto




São pontes o que nos seguram.




São estas gigantes que nos levam.




A ponte pode mudar a direção,




Inverter, apontar para algum lugar




Onde só há água,


Mas ainda é nelas que choramos ou dançamos à noite.




"Juventude, não quero sair totalmente dessa transição.




Movimenta esta estrada de concreto e,




De vez em quando, me mostra pouca terra para eu passar um breve tempo nela!"




Nossas festas são todas em pontes.




Eu quero me firmar mas não vou deixar de continuar nesta enorme passagem.




Espero que nos encontremos




Nos sinais e bares e boates e shows de cada ponte.

28 de março de 2011

A Sensação Triunfante

Chega ao momento de fazer
Valer o dia,
Fazê-lo diferente,
Trazer um gostinho novo.

O clima mais frio, a roupa diferente.
Os gatos mais bonitos, as senhoras engraçadas,
Os brilhos da cidade dentro da mente.

A procura parece funcionar como uma
Imensa sinfonia, só que em desordem;
cada instrumento,
Com seu papel,
Procurando a melhor
Das músicas.

Uma idéia que vem de repente,
E aquece seu corpo de empolgação
É uma das melhores coisas
E uma das que mais lhe tiram
Da frieza, do dia a dia.

Quando está com o amor,
Isso se torna ainda mais fantástico.

Sentir a felicidade chegar,
Sentir algo marcante nascer dentro da alma,
Perceber uma nova sensação
É uma sensação triunfante
triunfante
Pode superar todas as distâncias da galáxia.

O Mar Sombrio

O poeta morreu hoje.

Que pena; tão jovem.

O rapaz ainda respira,

Mas o corpo todo está afogado em culpa.

E o mar da culpa

É o mais difícil de submergir.


Os seus próximos anos

Podem passar agora

Sem sentido e sem nada.


Se ele não conseguir ver o céu,

Vai continuar se afogando

Até o seu último dia.


Mas se vir,

Se ultrapassar a morte,

Vai perceber que querendo ou não;

As chances de retorno à terra firme

É um direito que não se perde.

24 de março de 2011

Jogo No Jogo

Uma bolinha delizou e caiu num buraco,
E surpreendentemente tinha um caminho dentro dele;
Passou de um caninho aos braços de um boneco fraco,
Que deixou cair. E no momento aquele
Menino da bolinha, percebeu o mundo intrigante
Que funcionava debaixo do chão.
E seu coração, logo ficou gigante.

A mente dorme cansada

Quando o dia acaba mal,
O resto não presta.
Só fica aquele gosto incômodo na boca,
Aquele com que você vai ter que dormir.

Quando o dia acaba mal,
A mente procura os momentos bons,
Os pequenos brilhos, as partículas de felicidade;
Mas parece haver um vento negro
Que passa rápido, escondendo as nossas descobertas.

Me desculpem os positivos,
Os que fazem ioga e que sempre dormem com a cabeça tranquila.
Mas quando o dia termina escuro,
A mente dorme cansada.

11 de março de 2011

Andar Torto

Não consigo traçar uma linha reta,
Como também não consigo juntar duas linhas.

Minhas palavras não vão reto.
Meus traços ficam curvos,
Minhas criações ficam monstruosas;
Formas além da imaginação,
Formas mais que abstratas,
E não se junta dinossauros
Com cremes femininos para pele.

Talvez em charges.

Viva a caichoeira! O jogo e a dança!
Viva ao entremeado de incertezas!

Momento De Queda

Às vezes levo-me a pensar
Que a cada dia,
Por entre ondas brilhosas
E túneis vermelhos de um sonho,
Este sonho,
Se torna mais verdadeiro que um outro,
Que eu desejo realizar na vida.

2 de março de 2011

O desastre que não aconteceu

O chão que se abre
Não derrubará os idosos.

Os postes que caem,
Não deixarão sem luz o povo.

Uma flor sorridente
Acordou com mais perfume hoje.

Na calçada a gente apressada
Deitou pra descansar.

Ho! A chuva torrencial
Chegou leve aos nossos corpos.

Estamos protegidos,
Estamos confiantes,
Eu estou confiante.

Uma liga de braços bem unidos
Podem evitar catástrofes.

Pelo Tubo

Pedi o elevador,
não aguentei esperar,
mergulhei num buraco
Que não sabia aonde iria me levar.

Circular, reto, em forma de pirâmide;
Ele mudava do início ao fim.
Muitas vezes era escuro
E outras, chegava a machucar meus olhos com um brilho colorido.

Só sei que nunca iria esperar o elevador;
Sempre fui controlado por fora,
Mas sempre desci pelo tubo
Aqui dentro.

16 de fevereiro de 2011

A diversidade cultural

Eu quero falar uma linda coisinha. Nós somos criativos por natureza, nós temos capacidade de não cair no superficial, no mais do mesmo e no produto apenas por interesse. A arte é livre, então porque tomamos tudo o que é de massa mesmo quando não curtimos? Por que tem que rolar forró fuleragem e não creep do radiohead num churrasco ou num bar? Por que tem que ser agitada? Só convenção. E se quer agitação, traz o rock! Ou uma música clássica raivosa cheia de nuances, ou a música eletrônica ou outras coisas que vierem à mente. Se somos livres, acho interessante agirmos como, claro.

14 de fevereiro de 2011

O Folião Em Outra Festa

Não quero algazarra,
Eu quero um sofá;
Não quero cerveja no rosto,
Quero apenas em minha boca.

Desta vez longe do manicômio
Eu trago uma energia diferente dentro de mim
Que circula intensamente.
Não é de me fazer pular,
Mas me faz descansar sorrindo,
Me faz voar baixinho
E meu clima caranavalesco fica todo aqui dentro.

Vou extrapolar limites com seriedade,
E como se faz isso?
É quando nos mexemos pouco
Mas ficamos a mil e além.

Ficar além;
O frevo irá tocar,
As locomotivas vão passar como muitos bichos,
Todos comigo
Em meu cantinho distante.

Chuva Que Cai e Cai

Meu tempo,
Seu tempo;
Nossos minutos fogem
E nós corremos desesperados.
As mãos bem abertas,
O braços esticados
Atrás dos números que contam os nossos momentos.

É água.
Eles são todos feitos de água.
Não vamos conseguir segurar apenas com as mãos,
Só chorar; e nosso choro
Vai se confudir com o tempo.

10 de fevereiro de 2011

Amiga Maluca

Mal envelheci e minha memória já me prega peças.
Esqueci assim, não sei o motivo
De coisas tão importantes; às vezes é um
Vapt vupt dentro da minha cabeça,
Às vezes é uma onda nas minhas lembranças.
Sim. Esta onda que leva muitas lembranças.
Então me torno uma mistura de guardar palavra
Por palavra de não sei quanto tempo,
E deixar fugir ações brilhantes de agora pouco.
Porque o que fica gravado, fica detalhe por detalhe.
Uma mistura incerta.

A memória é amiga e louca,
Melhor,
Uma amiga maluca.
E quando nos misturamos com gente muito maluca
Um tanto incertos ficamos.

A Fábrica

Eu vou fabricar a esperança.
Não sei de que forma, talvez com textos.
Vai ser distribuída, não terá nenhum preço
E será proibido vendê - la.
Em raio, explosão, palavras,
A minha comunicação será a mais rápida de todas.
Espero colaboração das pessoas, todas, todas;
Espero colaboração de você meu amor.
Um mergulho num frênezi de desejo,
De calor
De aconchego,
De mudança,
Me faz pensar na fábrica.
Eu chego a tocar no topo do planeta
E sei como outras tantas pessoas carregam isso que eu carrego.