Lá se vai de cabeça baixa.
Ele prefere usar a força que tem para olhar para baixo,
Porque pensa que se colocar para cima,
A força será destruída e o chão será ainda mais sua realidade.
O chão é firme,
Não mais suas vontades.
Mas, por quê ele está triste?
Não há queda sem motivo.
Lá se vai pulando.
O circo é sua casa,
Seus sorrisos são suas palavras,
E lhe dá com seus erros como se fosse um papel ensaiado.
Ele é feliz
E o circo é sua casa,
Mas o circo é sua casa
E sua casa é apenas o circo.
A verdade é que,
A verdade escondida no carrancudo
É que ele também é um palhaço.
Parece não querer admiti-lo
Ou escondê-lo dentro dos mais secretos esconderijos,
Mas o fato é que ele é um palhaço triste.
Ele tem piadas para contar,
Só que a alma ficou pesada.
Ele olha lá fora,
Olha o cenário estático
O pensamento estático
com programas e seriados estaticamente planejados
A desigualdade ainda bastante estática
Correndo por fora das redes e aparelhos virtuais.
O palhaço triste mesmo quando não está encenando,
Chama atenção, e nesse momento, fica ainda mais surpreendente.
É o momento em que a gargalhada vira silêncio.
Mas vejam só,
O outro palhaço chega.
Os dois precisam se encontrar,
Senão o espetáculo é incompleto.
Eis o melhor momento...
Os dois se abraçam.
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