1 de setembro de 2011

Um Brinde Às Empregadas Domésticas (diaristas)

Uma delas foi quase uma irmã, outras, no mínimo, foram essenciais quando eu era mais jovem. Não fale mal de empregada ou diarista na minha frente, profissão que ainda é a mais ocupada (baseado em dados desse ano) pelas mulheres do Brasil. Sempre foi natural eu ouvir coisas como "parece uma empregada", ou "roupa de empregada" ou "o negócio é comer empregada" acompanhadas de brincadeiras sutilmente relacionadas ao machismo. Como se, se houvessem empregados, com 20, 35, 40 ou 50 anos ou mais; não iriam transar com garotas de 15, 16, 17, 20 anos que desse em cima deles. "Ladra", quando a pessoa não consegue achar alguma coisa, "incompetente"quando quer fazer a diarista de escrava. Ao contrário desses pensamentos, eu faço um brinde à todas as empregadas deste país, pessoas comuns, coerentes à situação que vivem; pessoas maliciosas e boas, nervosas e generosas. Eu faço um grande brinde.
Um parabéns pelas conquistas nos direitos trabalhistas... às próprias, e àqueles que propiciaram isso. Eu fico contente em ver que essas mulheres estão sendo mais valorizadas. Ora; limpa cueca, faz comida, limpa calcinha, varre a casa, encontra objetos perdidos, cuida da criança e tantas outras coisas; ela nos ouve. Agora, bêbamos!

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